Para
a realização e como capítulo geral para todos os elementos do grupo
seleccionamos o capítulo VII, que passamos a resumir e a criticar de seguida:
No início do cap.7 são-nos apresentados 3 presentes (a língua, a
coragem e a ternura) que não são mais do que 3 exemplos de componentes críticas
de um ambiente de aprendizagem saudável.
O local de trabalho de um professor é um misto de conhecimento e
ignorância e com o passar do tempo dentro desse local a primeira componente
(conhecimento) aumentará, enquanto que a segunda componente (ignorância) vai
diminuindo, este gabinete pode ser decorado, ao gosto do docente, as imagens
existentes lá proporcionam a quem está a visitar o local uma linguagem visual,
o que permite a estas pessoas moldarem a imagem que nutrem pelo docente.
No caso referido no livro, estamos a falar sobre um professor
homossexual de descendência africana. Este tem imagens de ancestrais que
valoriza imenso já que o liberalismo que existe dentro da universidade lhe dá
liberdade de escolha em relação ao gabinete. Estas imagens presentes no
gabinete do docente ilustram, não só dimensões particulares na identidade desse
mesmo docente como também intersecções de imagens vivas, muitas vezes a própria
visibilidade destas imagens ajuda a desafiar estigmas a elas associados e
“valorizar a diferença é um aspecto crucial na minha disciplina de sociologia”
como o docente afirma.
Mais a frente o docente explica-nos a imagem, sabemos então que se
trata de duas crianças negras, abraçadas ombro a ombro e com um sorriso
completamente inocente, com uma inocência tão grande aliás que poucos adultos a
conseguirão dar, esta imagem dá ao docente diversas sensações que são
importantes para este se lembrar de quem é, do lugar onde pertence e o que o
povo dele passou durante toda a sua história. O docente tem diversos atrás de
si, e diz-nos que sente que estes lhe protegem as costas. Fala com mais pormenor
de duas imagens que estão acima de todas as outras que também funcionam como
uma “prática de liberdade” para o docente e ele afirma que sentir isso a cada
novo dia de trabalho é uma verdadeira bênção.
Estas 3 imagens de que o autor nos fala, têm a função de
desencadear a vontade de aprender para quem visita este gabinete, estas imagens
são também uma tentativa de demonstrar respeito pelos alunos e colegas, são uma
afirmação que o docente atribui à tentativa de levar uma vida de resistência,
encorajando, os visitantes a fazer o mesmo, estas imagens transformam o
gabinete do docente num espaço social.
O docente dá-nos o exemplo de uma música “talking to the wall” que
representa uma conversa que resulta no silêncio de uma das partes e contraria
esta musica dando o exemplo de que ele “fala” com a parede do seu gabinete
todos os dias, faz com elas um diálogo espiritual e intelectual. Para além de
imagens, estes retratos possuem uma ressonância simbólica que, por pequena que
seja, ajuda a alcançar uma Justiça Social.
O docente afirma que estas imagens não estão rotuladas como
“imagens mais apreciadas” e que se escrevesse este artigo no próximo ano seria
capaz de escolher outras imagens e não as que ele falou até agora, mesmo assim
adora estas imagens porque elas exprimem o “indizível”, e apela para que este
indizível possa gritar mais alto, sente-se também honrado por fazer parte
daquele povo que vive na imagem.
Terminado o estudo do capítulo VII que foi trabalhado por todo o
grupo, podemos dizer que foi interessante, uma vez que adquirimos diversos
conhecimentos. Todos nós nos acabamos por identificar em parte com o capítulo
pois já todos fizemos a visita a um gabinete de um professore todos reparamos
na sua decoração.
Ao longo do capítulo vamos vendo como o preconceito pode
interferir na vida de uma pessoa, e como é libertador o facto de o professor se
poder expressar através da decoração do gabinete.
Em relação a obstáculos na execução do trabalho do capítulo em
questão, não tivemos nenhuns, uma vez que era um capítulo esclarecedor e
bastante apelativo no nosso ponto de vista.
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