terça-feira, 19 de junho de 2012

Leituras Temáticas Recomendadas - Actividade E

Joana Sequeira
Para a minha leitura individual escolhi o capítulo I,que fala sobre a criação de um gabinete de apoio a lésbicas e homossexuais numa universidade, que se localiza numa cidade bastante conservadora o que cria um paradoxo pois cria simultaneamente alguma controvérsia entre a comunidade, mas também se vê algum apoio e um encorajamento em assumirem-se como homossexuais.
Na própria universidade vemos que os professores têm, ideias diferentes pois uns falam abertamente sobre a homossexualidade enquanto outros não fazem qualquer tipo de referência a isso. Isto remete-nos para o capítulo VII, que revela a orientação sexual de um professor e que tem a oportunidade de escolher e de mostrar isso através da decoração do seu gabinete.
O capítulo II refere ainda que se pretende que os alunos desta universidade tenham uma educação diversificada e que aceitem as diferenças assim como no capítulo VII o professor faz referência ao facto de querer transmitir aos seus visitantes conhecimentos através das imagens que podem proporcionar conversas que levam à transmissão de conhecimentos.  


Filipa Barbosa
O capítulo escolhido, por mim, para análise individual intitula-se por “Escolhendo alternativas ao WellofLoneliness”, o capítulo VI da obra “Pensar Queer”.
O capítulo em questão, escrito por RobLinné, tal como o próprio título indica, apresenta-nos uma série de alternativas ao chamado, WellOfLoneliness. A primeira questão surge aqui, sobre qual a noção deste termo. Aquando a leitura deste capítulo os conceitos foram surgindo e interligando-se entre si. Na minha opinião, a palavra-chave a reter deste capítulo e desta obra é o termo “queer”. Este termo exprime o tema fulcral deste texto, a homossexualidade e como ela é entendida.
O capítulo apresentado faz referência à forma de como a homossexualidade foi sendo entendida ao longo dos tempos. Ao longo do texto, são-nos apresentados alguns testemunhos de adolescentes que foram conhecendo esta realidade gradualmente. Esta realidade foi sendo entendida de diferentes formas, e de meios diversos. As alternativas ao WellofLoneliness, mencionam livros, filmes, revistas que fazem referência ao tema da homossexualidade. Após a leitura deste capítulo, é dado a entender ao leitor, a existência por parte dos editores, um cuidado peculiar com este tema, talvez fizessem com que os adolescentes da época tivessem uma ideia errada do que a homossexualidade é na realidade nos dias de hoje, e, de certa forma, também no passado. Isto é, os editores dos diversos meios de comunicação, aproveitavam o facto de a homossexualidade ser um assunto pouco discutido, e visto por muitos como algo pérfido, para fazer passar uma ideia pré-concebida, de que a homossexualidade era de facto algo mau para vivência humana, como uma escolha a não seguir. Para isso, os meios de comunicação utilizavam histórias de pessoas que optaram por ser homossexuais, e que nunca tinham um final feliz. Tal como nos é dito neste capítulo, e passo a citar: “Os romances para jovens adultos tendem a deixar, no final da história, os protagonistas homossexuais sós e isolados, reforçando assim a imagem do queer como uma vítima impotente.”, ou seja, aqueles que não morriam teriam um final infeliz, acabando sós e isolados. Isto para dar a entender a incapacidade de mudar o rumo do destino, fazendo com que as personagens queer parecessem incapazes de ser felizes.
Considero que o meu capítulo está, como todos os outros, muito ligado ao capítulo de grupo. Isto porque toda a obra se rege em volta da discussão sobre a temática da homossexualidade, por isso, também o capítulo VII é regulado em função do mesmo assunto.
A semelhança entre os dois capítulos é grande, sendo que os dois nos passam a ideia de que o ser-se homossexual é algo negativo e que existe por parte de muitos, a tentativa de manipulação desta realidade, bombardeando-nos a todos com imagens heterossexuais.


Rui Cardoso
No capítulo 4, é feita uma breve descrição da vida de um Professor de meia idade, com uma carreira extensa. No entanto, apesar destas características ele revela-se ‘diferente’, isto é ele próprio identifica-se como um professor homossexual, tentando defender ao longo dos anos a sua posição na sociedade. Por isso, nesta parte do livro tenta explicar os seus hábitos e a maneira como relaciona a sua vida privada com a profissional, sendo diversas vezes uma tarefa difícil, visto que os homossexuais, ainda atualmente, continuando a lutar arduamente por respeito e igualdade na sociedade.

Tentando igualar-se na sociedade e na sua vida profissional, este explica aos alunos as suas escolhas e revela sempre que tem um companheiro de vida, com o objetivo de se tornar ‘igual’ a todos os outros professores, que têm opções consideradas normais, pelos estereótipos da sociedade. Mas a luta destes não é só na sociedade, mas também para serem aceitas nas escolas como profissionais e educadores iguais a quaisquer outros. Este revela ainda, que não são só os professores, mas também os alunos “Queer” que lutam por igualdade e proteção nas escolas, devido principalmente aos maus tratos e preconceitos existentes.

Durante o capítulo 7, o professor revela como se enquadra no seu local de trabalho, explicando a decoração do seu gabinete, pois este local é um “misto de conhecimento e ignorância e com o passar do tempo dentro desse local a primeira componente (conhecimento) aumentará, enquanto que a segunda componente (ignorância) vai diminuindo”. O docente decora o seu gabinete de acordo o seu gosto, e as imagens que lá colocam demonstram a quem o ‘visita’ ter uma perceção da maneira de ser deste.

A junção dos dois capítulos ajudou-me a perceber o porquê de o professor escolher o seu gabinete como um local para revelar um pouco de si a quem lá entra, através de imagens. Assim a própria pessoa consegue conhecê-lo um pouco melhor, através de linguagem visual. Penso que é bastante evidente, que ainda hoje, apesar da evolução da sociedade, ainda existe um grande preconceito pelas pessoas “Queer”, e principalmente, quando estas têm uma profissão de elevado estatuto. Por isso, estas têm que aproveitar todas as oportunidades, como o caso do gabinete, para se expressarem e mostrarem realmente quem são, de forma a continuar sempre com a sua luta. 

Marta Noversa
Depois de ler o capítulo 1 do pensar Queer não vejo muitos aspectos relevantes que o liguem ao capítulo 7, a não ser alguns exemplos de como pôr em prática a tal “teoria queer” que o capítulo  1 retrata. Podemos vê-la por exemplo quando no capítulo 7 se fala dos vários quadros que o professor homossexual tinha no seu gabinete, revelando e protegendo o seu verdadeiro “eu” tornando-o mais seguro dos seus ideais.
Passo a expôr algumas ideias que reti depois de ler o capítulo 1:
- “Afinal as vidas creativas são as que valem a pena viver” esta frase revela a teoria queer, já que queer poderá ser traduzido mesmo por  estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, ou até mesmo extraordinário.
- Deduzi que a teoria queer destina-se a qualquer indivíduo que mostra que a sexualidade é uma troca, uma mudança de estar no mundo
- Condena a escola e a igreja uma vez que o ensino premedita o que os alunos devem ser, o que é  bom ou é mau, o que é correto ou incorreto o que faz com que muitos alunos homossexuais se sintam inferiorizados e envergonhados pela sexualidade que têm o que não devia de todo acontecer.

Carina  Barbosa




No meu caso escolhi trabalhar o capítulo 5 do livro Pensar Queer, com o título “Do armário ao curral: neo-estereotipia em In & Out”. Escolhi este capítulo porque, apesar de uma primeira tentativa, em trabalhar o capítulo 3, falhada, o capítulo 5 me apareceu bastante interessante e dinâmico.
         Assim como no capítulo 7, fala dos homossexuais mas faz uma abordagem completamente diferente, mostrando outro lado dos acontecimentos.
No capítulo 5 dá-se um maior foco aos filmes produzidos pelas empresas
cinematográficas e da imagem que esses filmes transmitem dos homossexuais. Faz-se referência a dois filmes: In & Out e Jeffrey. Mostram as várias diferenças entre um filme e outro, dizendo que um mostra uma imagem ridicularizada dos gays, pois as pessoas acham piada à sua maneira de ser, quanto que no Jeffrey mostram o lado mais humano e sexual da vida de um gay, portanto uma imagem mais fiel à real, segundo a autora e os críticos de cinema.
Após o conhecimento obtido através das várias apresentações sobre este livro, vemos que o Pensar Queer é uma obra muito rica, pois mostra várias histórias sobre homossexuais e vários pontos de vista. 


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