Joana
Sequeira
Para a minha leitura
individual escolhi o capítulo I,que fala
sobre a criação de um gabinete de apoio a lésbicas e homossexuais numa
universidade, que se localiza numa cidade bastante conservadora o que cria um
paradoxo pois cria simultaneamente alguma controvérsia entre a comunidade, mas
também se vê algum apoio e um encorajamento em assumirem-se como homossexuais.
Na
própria universidade vemos que os professores têm, ideias diferentes pois uns
falam abertamente sobre a homossexualidade enquanto outros não fazem qualquer
tipo de referência a isso. Isto remete-nos para o capítulo VII, que revela a
orientação sexual de um professor e que tem a oportunidade de escolher e de
mostrar isso através da decoração do seu gabinete.
O
capítulo II refere ainda que se pretende que os alunos desta universidade
tenham uma educação diversificada e que aceitem as diferenças assim como no
capítulo VII o professor faz referência ao facto de querer transmitir aos seus
visitantes conhecimentos através das imagens que podem proporcionar conversas
que levam à transmissão de conhecimentos.
Filipa
Barbosa
O
capítulo escolhido, por mim, para análise individual intitula-se por
“Escolhendo alternativas ao WellofLoneliness”, o capítulo VI da obra “Pensar
Queer”.
O
capítulo em questão, escrito por RobLinné, tal como o próprio título indica,
apresenta-nos uma série de alternativas ao chamado, WellOfLoneliness. A primeira
questão surge aqui, sobre qual a noção deste termo. Aquando a leitura deste
capítulo os conceitos foram surgindo e interligando-se entre si. Na minha
opinião, a palavra-chave a reter deste capítulo e desta obra é o termo “queer”.
Este termo exprime o tema fulcral deste texto, a homossexualidade e como ela é entendida.
O
capítulo apresentado faz referência à forma de como a homossexualidade foi
sendo entendida ao longo dos tempos. Ao longo do texto, são-nos apresentados
alguns testemunhos de adolescentes que foram conhecendo esta realidade
gradualmente. Esta realidade foi sendo entendida de diferentes formas, e de
meios diversos. As alternativas ao WellofLoneliness, mencionam livros, filmes,
revistas que fazem referência ao tema da homossexualidade. Após a leitura deste
capítulo, é dado a entender ao leitor, a existência por parte dos editores, um
cuidado peculiar com este tema, talvez fizessem com que os adolescentes da
época tivessem uma ideia errada do que a homossexualidade é na realidade nos
dias de hoje, e, de certa forma, também no passado. Isto é, os editores dos
diversos meios de comunicação, aproveitavam o facto de a homossexualidade ser
um assunto pouco discutido, e visto por muitos como algo pérfido, para fazer
passar uma ideia pré-concebida, de que a homossexualidade era de facto algo mau
para vivência humana, como uma escolha a não seguir. Para isso, os meios de
comunicação utilizavam histórias de pessoas que optaram por ser homossexuais, e
que nunca tinham um final feliz. Tal como nos é dito neste capítulo, e passo a
citar: “Os romances para jovens adultos tendem a deixar, no final da história,
os protagonistas homossexuais sós e isolados, reforçando assim a imagem do
queer como uma vítima impotente.”, ou seja, aqueles que não morriam teriam um
final infeliz, acabando sós e isolados. Isto para dar a entender a incapacidade
de mudar o rumo do destino, fazendo com que as personagens queer parecessem
incapazes de ser felizes.
Considero
que o meu capítulo está, como todos os outros, muito ligado ao capítulo de
grupo. Isto porque toda a obra se rege em volta da discussão sobre a temática
da homossexualidade, por isso, também o capítulo VII é regulado em função do
mesmo assunto.
A
semelhança entre os dois capítulos é grande, sendo que os dois nos passam a
ideia de que o ser-se homossexual é algo negativo e que existe por parte de
muitos, a tentativa de manipulação desta realidade, bombardeando-nos a todos
com imagens heterossexuais.
Rui Cardoso
No capítulo 4, é feita uma breve descrição da vida de um Professor
de meia idade, com uma carreira extensa. No entanto, apesar destas
características ele revela-se ‘diferente’, isto é ele próprio identifica-se
como um professor homossexual, tentando defender ao longo dos anos a sua
posição na sociedade. Por isso, nesta parte do livro tenta explicar os seus
hábitos e a maneira como relaciona a sua vida privada com a profissional, sendo
diversas vezes uma tarefa difícil, visto que os homossexuais, ainda atualmente,
continuando a lutar arduamente por respeito e igualdade na sociedade.
Tentando igualar-se na sociedade e na sua vida profissional, este
explica aos alunos as suas escolhas e revela sempre que tem um companheiro de
vida, com o objetivo de se tornar ‘igual’ a todos os outros professores, que
têm opções consideradas normais, pelos estereótipos da sociedade. Mas a luta
destes não é só na sociedade, mas também para serem aceitas nas escolas como
profissionais e educadores iguais a quaisquer outros. Este revela ainda, que
não são só os professores, mas também os alunos “Queer” que lutam por igualdade
e proteção nas escolas, devido principalmente aos maus tratos e preconceitos
existentes.
Durante o capítulo 7, o professor revela como se enquadra no seu
local de trabalho, explicando a decoração do seu gabinete, pois este local é um
“misto de conhecimento e ignorância e com o passar do tempo dentro desse local
a primeira componente (conhecimento) aumentará, enquanto que a segunda
componente (ignorância) vai diminuindo”. O docente decora o seu gabinete de
acordo o seu gosto, e as imagens que lá colocam demonstram a quem o ‘visita’
ter uma perceção da maneira de ser deste.
A junção dos dois capítulos ajudou-me a perceber o porquê de
o professor escolher o seu gabinete como um local para revelar um pouco de si a
quem lá entra, através de imagens. Assim a própria pessoa consegue conhecê-lo
um pouco melhor, através de linguagem visual. Penso que é bastante evidente,
que ainda hoje, apesar da evolução da sociedade, ainda existe um grande
preconceito pelas pessoas “Queer”, e principalmente, quando estas têm uma
profissão de elevado estatuto. Por isso, estas têm que aproveitar todas as
oportunidades, como o caso do gabinete, para se expressarem e mostrarem
realmente quem são, de forma a continuar sempre com a sua luta.
Marta Noversa
Depois de ler o capítulo 1 do pensar Queer não
vejo muitos aspectos relevantes que o liguem ao capítulo 7, a não ser alguns
exemplos de como pôr em prática a tal “teoria queer” que o capítulo 1 retrata. Podemos vê-la por exemplo quando
no capítulo 7 se fala dos vários quadros que o professor homossexual tinha no
seu gabinete, revelando e protegendo o seu verdadeiro “eu” tornando-o mais
seguro dos seus ideais.
Passo a expôr algumas ideias que reti depois
de ler o capítulo 1:
- “Afinal as vidas creativas são as que valem a pena viver” esta frase revela a teoria queer, já que queer poderá ser traduzido mesmo por estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, ou até mesmo extraordinário.
- “Afinal as vidas creativas são as que valem a pena viver” esta frase revela a teoria queer, já que queer poderá ser traduzido mesmo por estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, ou até mesmo extraordinário.
- Deduzi que a teoria queer destina-se a
qualquer indivíduo que mostra que a sexualidade é uma troca, uma mudança de
estar no mundo
- Condena a escola e a igreja uma vez que o
ensino premedita o que os alunos devem ser, o que é bom ou é mau, o que é correto ou incorreto o
que faz com que muitos alunos homossexuais se sintam inferiorizados e envergonhados
pela sexualidade que têm o que não devia de todo acontecer.
Carina Barbosa
No meu caso escolhi trabalhar o capítulo 5 do livro Pensar Queer, com o título “Do
armário ao curral: neo-estereotipia em In
& Out”. Escolhi este capítulo porque, apesar de uma primeira tentativa,
em trabalhar o capítulo 3, falhada, o capítulo 5 me apareceu bastante
interessante e dinâmico.
Assim como no capítulo 7, fala dos
homossexuais mas faz uma abordagem completamente diferente, mostrando outro
lado dos acontecimentos.
No
capítulo 5 dá-se um maior foco aos filmes produzidos pelas empresas
cinematográficas
e da imagem que esses filmes transmitem dos homossexuais. Faz-se referência a
dois filmes: In & Out e Jeffrey. Mostram as várias
diferenças entre um filme e outro, dizendo que um mostra uma imagem
ridicularizada dos gays, pois as pessoas acham piada à sua maneira de ser,
quanto que no Jeffrey mostram o lado mais humano e
sexual da vida de um gay, portanto uma imagem mais fiel à real, segundo a
autora e os críticos de cinema.
Após o conhecimento obtido através das várias apresentações sobre
este livro, vemos que o Pensar
Queer é uma obra muito rica,
pois mostra várias histórias sobre homossexuais e vários pontos de vista.
Sem comentários:
Enviar um comentário